terça-feira, abril 10, 2012

um punhal na carne

 a regra do desespero












perdoe-me os olhos secos e tristes
a voz sumida o coração latente
o amplo do meu riso secou-se
quando seu riso não mais só a mim
pertenceu


seu riso secou meu riso
agora é o penar das horas do acostumar-me
em eu, não ser mais eu mesmo
em você não mais se ser


Eu finjo o ator que sou
você insinua o papel que me convém
é a hora do desencontro, do desconhecer
é a hora da realidade

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