quarta-feira, agosto 12, 2009

dos cães

histórias de meu psiquiatra preferido







tínhamos mais coisas em comum do que coisas

que nos separassem, essas atingiam, porém,

mais fundo que aquelas. o dotô sabia que os

cães se comunicavam daquele jeito, eu também

sabia. deixou isso claríssimo quando quis

explicar, para que eu não temesse nem estranhasse,

que, aquele alarido todo de latidos e uivos era

simplesmente uma conversa, e que, eu, embora

não latisse, tinha a honra, e que honra, de participar

de colóquios assim...

Um comentário:

CGaldino disse...

Tenho temor pelos dotôres, acham que sabem para mais, -tem até um questionadíssimo ato médico... Não sei do adestramento Darwiniano dos médicos. Muito menos do adestramento etológico. Talvez o entendimento de tamanha complexidade evolucionária seja menos cartesiana e mais complexa do que a dos princípios ativos. A despeito do ranço profissional as letras são du k...lho!