segunda-feira, fevereiro 25, 2008

da flor do jasmim rosa

escrito de tempos de sorte





passei pelo Zé da Foice
e o chamei de baiano
me perguntou se Minas ainda
ia,
e ia, disse eu logo
acrescentando meu novo achado
com devoção:
Zé, deixe essa foice de lado
e ouça aqui
encontrei a flor,
aquela
do chão das pedras
a flor rara, procurada
o Zé, depois de olhar baianamente
me falou devagar
nada, mineiro, você achou a poesia
mas preferi continuar sentindo
o cheiro
contundente e inebriante

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