terça-feira, dezembro 25, 2007

feeling

de que tempo?





da necessidade de fazer vazar a poesia
dos poros
de transformar o cinza feio do céu
em palavra boa
de misturar ao impossível uma tonalidade
esbelta sei lá de que
folhear o dicionário à procura do
inefável
da palavra sem som e sem letras
de transgredir o mundo só pela
beleza de ser transgressor
inculcar, balançar
sentir no danado do coração
uma fogueira do tamanho de uma
cabeça de alfinete e ao mesmo
tempo um avião pousando
dentro do meu estômago
avião sem origem
avião generalizado
a fragrância do vulto da vodka
esbarrando nas paredes do pulmão
a garganta ardendo de uma paixão
esquisita
de uma loira qualquer
em pé em qualquer esquina antipática e
suja