sábado, junho 02, 2007

sils-maria

para minha mãe




Hier sass ich, wartend, wartend, - doch auf nichts,
jenseits von Gut und Böse, bald des Lichts
Geniessend, bald des Schatten, ganz nur Spiel,
Ganz See, ganz Mittag, ganz Zeit ohne Ziel.
Da, plötzlich, Freundin! wurde eins zu zwei -
- Und Zarathustra ging an mir vorbei...



sentado aqui, esperando, esperando por nada
além do bem e do mal, a luz, logo, gozava
logo a sombra, somente brinco com algo
somente lago, só meio dia, só tempo sem alvo.
Então, derrepentemente, amiga, de um são dois
- E Zaratustra rápido por mim se foi...


Tradução livre de Sils-Maria de Friedrich Nietzsche
Confligerante

3 comentários:

Madu disse...

Peço licença pra comentar com um poema de Adélia Prado.

MOMENTO

(Adélia Prado)

Enquanto eu fiquei alegre, permaneceram
um bule azul com um descascado no bico,
uma garrafa de pimenta pelo meio,
um latido e um céu limpíssimo
com recém-feitas estrelas.
Resistiram nos seus lugares, em seus ofícios,
constituindo o mundo para mim, anteparo
para o que foi um acometimento:
súbito é
bom ter um corpo para rir
e sacudir a cabeça. A vida é mais tempo
alegre que triste. Melhor é ser.

cabelocacheado disse...

Estou vendo um poema da Adélia Prado e me lembrei que estive quase a seu lado num desses dias. Ousadamente conseguimos participar de uma apresentação de teatro no Palácio das Artes em BH. Trata-se de uma peça de Mia Couto, escritor Africano, de Moçambique. A Cia. encenou um de seus livros, "O voo do pelicano". Na ocasião só tinha bam-bam-bam da literatura e nós. Valeu demaaaaaaaiiiiiiiisssssss.

Madu disse...

Ana, onde você achou esse pelicano? É "O último vôo do Flamingo".