quinta-feira, novembro 30, 2006

receita de pesto de Mino Carta

"Do verbo pestare

Respondo ao leitor João L. B. Penharvel. Pesto vem do verbo pestare, socar, pisar. Instrumento indispensável, o pilão de pedra ou mármore, de bom tamanho. Quer dizer, bem maior do que o pilãozinho onde, nas cozinhas brasileiras, soca-se implacavelmente o alho. Trata-se de adicionar o braço, potente, para reduzir à pasta homogênea um punhado abundante de manjericão (penso em quatro pessoas a serem servidas), 50 gramas de parmigiano reggiano, 50 gramas de pecorino, um punhado de pinois (na falta de pinois, nozes). Alho? Nada, ou, se tanto, meio dente. Acrescente um pouco de água, se preciso, para obter homogeneização de pasta. Falei em braço, digo, do pilão, conectado ao seu, por meio de mão de ferro. Três colheres de azeite. Em lugar de spaghetti ou tagliatelle, use linguine. Que las hay, las hay. Importadas. Aos domingos, sugiro o pesto avvantagé, que acrescenta à massa batatas cozidas em cubinhos e vagens. Coisa de pobre que se esbalda em dia de festa. Permita uma dúvida, quando o amigo fala em ervas refere-se a manjericão? Se for, a dúvida permanece. O manjericão do trópico não é o de Gênova.

enviada por mino"

terça-feira, novembro 28, 2006

orgulho 2°

será que a idade nos faz mesmo corujas?
Hoje foi a vez de minha filha de quatro anos me dar orgulho, não tenho vergonha de afirmar isso, ora pois, que a pequena começa a cantar uma coisa bonita e que me parecia, mesmo que de longe, conhecida. Cantava bonito e afinado:


"Tão longe de mim, tão distante.
Onde irá, onde irá teu pensamento!"

e não é que ela cantava Quem Sabe?! de Carlos Gomes.
É ou não é pra ser coruja...

segunda-feira, novembro 27, 2006

definições

é um orgulho escutar de uma filha de oito anos de idade
a seguinte definição:

"Eu não acredito nem no demônio nem em deus, mas tem muita gente que acredita, quase todo mundo, pode ser que tem pode ser que não tem, pra mim não tem.
É uma lenda que inventaram, e contaram tão bem contada que as pessoas acreditam sem nem nunca terem visto."

Sara B. P.

domingo, novembro 26, 2006

transverso

Uma vez brincamos de sermos
um e outro em peles
de diferentes sexos,
eu brincando tão sério
como só criança a brincar,
tu...
tu, de novo escreveste-me,
e se não fosse escrito por ti,
que sei que sou eu que escrevi,
choraria,
choraria por não ter sido eu,
e escrever-te-ia.


à digestora, com saudades