terça-feira, novembro 21, 2006

o poema que ela não leu

(escrito de bons tempos)



uma pluma pairava vez prum lado
vez proutro
e sempre inerte dentro de si
psiu! nem sentimento viu!
se aproximava de mim
como serpente e guiso só
o cheiro talequal flor do campo

deslizou de abertos braços e mais
pairava sim, ainda
imagem onomatopeizada 

de um sentimento de lá

a pluma corporificada
o cheiro qual olhar agora
os olhos quinda verde eram
o cheiro quindera dela

num momento sem "paura"
um coração petrificado
parado eu e quieto
o abraço gostoso
o beijo que não teve mais ainda
o delírio tímido demais
o mistério ido no silêncio tido
reencontrado