sábado, fevereiro 11, 2006

zurück?

sinto que sai, nem sei de onde
sinto que não permaneço
que perambulo
que estou prestes
mas não sei a que
quero quebrar as palavras
desestruturá-las
moer em mó, em moinho
bater na bigorna com martelo pesado
serrar com serrote de cabo quebrado
queimar em fogo, de chama ardente
de maçarico
explodi-las
sentir debaixo da língua
no gosto do beijo, na ponta do cheiro
o estalo do verbo
soltá-la em gás, pulverizando em canteiros
de jardins de depois de amanhã
e assim, livre das asas dos livros
de teias de aranhas
de idéias introjetadas
na correnteza da vida
na roda dos contos cantados
na rua dos desgraçados aflitos
quero senti-las sutis
etéreas, quebrando quebrantos
na casa dos sonhos
do meu despertar

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