sábado, janeiro 14, 2006

um canto

escrito de pós tempo doloroso



Escancara-se a porta
então, os cadeados e as fechaduras
enegrecidos pelo tempo
nem emperrados estavam
o céu era azul, não tinha vento
só uma brisa fresca insistia,
no quintal gramado passarinhos
brincavam com tudo
uma lebre correu
rápida
o poço velho, branco e de pedra escura
com seu telhado de madeira
era uma floreira linda
não lembro se tinha flores
De longe vinha um mugido
ovelhas gritavam seu entusiasmo diante
da nova manhã
E com certeza as codornizes
estavam sempre a correr pelos campos
onde tinha um tiquinho de água

O que sei é que tenho saudade dessa
aldeiazinha no sul da Escócia

2 comentários:

glaura disse...

poderia ser meu quintal, mas senti a brisa européia no rosto. brisa que desconheço. mas sei como deve ser.

A metanóica disse...

assim me sinto nos meus tempos pós dolorosos (no plural. é que já coleciono alguns...)
beijos