domingo, setembro 04, 2005

Pessoa, o Fernando





"Que cansaço de existir
De ser, só de ser
O ser triste brilhar ou sorrir

Não haverá, enfim,
Para as coisas que são
Não a morte mas sim
Uma outra espécie de fim
Ou uma grande razão
Qualquer coisa assim
Como que um perdão."


Fernando Pessoa

de sopros

Escrito de tempos agridoces




eu fico sentado na rua
vendo o vento levando o tempo,
e o casal de namorados
levam sorrindo em si a
alegria da ternura do momento.
e eu fico sentado na rua
olhando o vento
brincar de ternura com a folha
da árvore
e o menino passando e olhando pra mim

o menino foi com o tempo
ouvir o som do silêncio no vento

e eu fico sentado na rua
junto ao tempo, segurando-o
e o vento passa por mim
mas não me escolhe para a viagem

e ela passa com o vento
e dela só vi o vulto
e dela só senti o cheiro
que o vento deixou pra trás