quinta-feira, setembro 01, 2005

poesia apoética

escrito de outro tempo



Para se fazer poesia
é preciso uma folha,
uma caneta e quem sabe
uma mulher amada.
É preciso toda cumplicidade
e acumular o máximo de sentimento
que um corpo possa embutir,
por mais duro e intragável que seja.
Basta deixar que a ternura, mestra nômade
de almas perdidas, nos crive
e mesmo tarde derive
sonhos do corpo e
ilusões partidas
sorriso da face e
esperanças perdidas.
Ou a utópica vontade de ser
humano.
E deixar por engano
a ternura esquecida em ti

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