domingo, setembro 11, 2005

geraes, minhas gerais

escrito de outros tempos


E seu eu falasse ninguém acreditaria
das sinuosas curvas e altos montes e baixos talvegues
do cheiro que sai, já que exala, cheiroso
e não acreditariam também, de suas brenhas
e das paixões que inspira
O seu falar
o tom de voz, toada, lampejo de som
o tom de tonalidade de cor, róseo
exuberante e lírico cobrindo a cor de sua pele
que se faz clarão, gesto, dom
Quando em ti navego, no seu umbigo
rumo ao coração, que jaz;
quieto e palpitante
debaixo de tão ereto monte, de serra gêmea
me entrego aos ares, aos pelos, aos matos.
Ninguém acreditaria também
de suas fundas grutas, calcárias e ocas
vagas, vazias, prontas... esperas
buracos, abismos seus
Veias aquosas rosas
líquidas estradas de sonhos e campos molhados
suados, épicos, sagas
montes em descida e sempre descendo
veredas escuras matinais virgens e férteis
e calma e lisura, formosura, gostosura
trespassar, pensar, sana e sara e
nimas mínimas são "é" vales obscontitus
escondidas estão as almas, animadas emoções,
sorrisos, brinquedos-pensamento, caminhos
atalhos, sóis luas cheias e grandes ornamentais
brincos
manuéis, riobéis, andrequicés
diadoréis, zés, joãos, véz
vezes são você e mais vezes
ainda, eterna, romanticântica limpa
onde um rio lhe atravessa e lhe torna mais linda
eternamente minha pra sempre

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